
O Projeto Expedicionários ultrapassou com sucesso sua primeira fase. Em agosto, o Porsche Cayenne percorreu o deserto do Jalapão, em Tocantins, e completou o terceiro dos cinco roteiros previstos. Como nos demais, o utilitário esporte da Porsche superou os terrenos variados percorridos pela equipe formada pelo jornalista Marcelo Macca, pelo fotógrafo Roberto Linsker e pelo cinegrafista Guto Carvalho.
O Expedicionários é um projeto cultural criado pela Auana Editora com patrocínio da Eurobike (concessionária Porsche em Ribeirão Preto e Porto Alegre) e da Stuttgart Sportcar (importadora oficial da Porsche para o Brasil), com apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. As cinco viagens darão origem a um livro e um DVD, mostrando locais do Brasil que poucas pessoas conhecem, bem como o modo de vida de seus habitantes, suas histórias, seus costumes e sua cultura. Cada viagem homenageia um expedicionário − um para cada século da história do Brasil, entre 1500 e 2000.
O Porsche Cayenne V6 usado nas viagens é um carro normal, sem preparações especiais para enfrentar as estradas difíceis que surgirão pelo caminho. A instalação de pneus especiais para fora-de-estrada, integrantes da linha de opcionais oferecidos pela própria Porsche, foi a única alteração técnica feita no carro. Nas duas próximas viagens, o carro terá decorações exclusivas, alusivas a cada um dos roteiros percorridos.
As viagens do projeto Expedicionários
A estréia do projeto cultural Expedicionários aconteceu entre 11 e 21 de junho, com um trajeto entre os Lençóis Maranhenses (MA) e o Delta do Parnaíba, no Piauí. O homenageado foi o padre Antônio Vieira, escritor e jesuíta, conselheiro de reis e rainhas no século XVII.
Depois do calor e do sol dos lençóis maranhenses, os Expedicionários enfrentaram o frio do inverno na região Sul. Em 10 de julho, o Cayenne V6 partiu de Florianópolis em direção à serra gaúcha, encerrando o percurso dez dias depois em Foz do Iguaçu. As baixíssimas temperaturas não impediram a produção de imagens que transmitem enorme calor humano, além de registrar as paisagens típicas e o clima típico da região. O trajeto foi parecido com o percorrido no século XVI pelo explorador espanhol Cabeça de Vaca, que tentava encontrar a rota secreta ao império inca e se tornou o primeiro homem branco a ver as cataratas de Iguaçu.
No dia 28 de julho, o Cayenne V6 seguiu para o deserto do Jalapão, em Tocantins. O expedicionário-mito desta viagem foi o Marechal Cândido Rondon, que percorreu praticamente todo o país no século XX e foi o único expedicionário homenageado que viveu na era do automóvel. Ele usou um Ford modelo T em várias de suas viagens pelo interior do Brasil.
As próximas viagens do Expedicionários ainda estão com data em aberto, mas acontecerão até novembro. A primeira percorrerá o Planalto Central, da Chapada dos Veadeiros ao território do povo Calunga, remanescente de quilombos. O expedicionário símbolo dessa viagem será Urbano, um desbravador que viveu no século XVIII e deixou o mito de um grande tesouro escondido em Goiás. O encerramento do projeto Expedicionários acontecerá no Pantanal e nas Chapadas do Mato Grosso. Esta viagem tomará como “fantasma” o aventureiro inglês Fawcett, que desapareceu na região em 1925 e transformou-se em um personagem lendário.
20 de setembro de 2007